Essa semana voltei a pesquisar alguns VideoMappings ou como está sendo chamado no mercado tupiniquim, Arquitetura Aumentada, Bom a casa já fez algumas postagens, algumas bem antigas, sobre isso. Clique aqui para ver a relação.
Agora volto com uma das ações mais completas realizadas em Berlim e com sua versão completa. Assista:
Folheando uma Zupi antiga me peguei indo e voltando nas páginas com um trabalho sem adjetivo certo além de “único”. No pé da página Luciano Scherer assinava com um flickr cheio de artes sacrossantamente loucas, profanas e lindas. Seres bizarros, isométricos, coloridos, chifrudos, quadrados, redondos, sangrando, sangrados, crucificados, chicoteados e profanos no sentido mais rico da palavra. Arte que incomoda, que obriga sair do lugar. E com uma voz rouca, borbulhante e distorcida, meio só Lovecraft pra explicar, essa arte me disse: “Leandro, para de desenhar “pinupezinhas” e começa a fuçar seus sonhos e pesadelos mais obscuros em busca de algo que só você conhece.” Valeu pelo recado, Luciano, e deixa eu usar a OBG pra passá-lo pra frente.
O Montalvo fez mais um grande serviço em prol da comunidade “ilustrativa”, ao legendar o vídeo “Fuck yuo, pay me!” que trás a tona a velha discussão: Você se diz profissional, mas está agindo como um?
No mercado canso de ver a falta de ferramentas eficientes de negociação como: orçamentos bem redigidos; projetos bem elaborados; briefings completos e contratos específicos. Geralmente com 50% de culpa para cada lado da moeda. O cliente faz errado por desconhecimento ou comodismo, afinal se não é cobrado, como vai mudar algo “culturalmente” aplicado e os ilustradores/designers muitas vezes se “cansam” ao tentar entender cada linha de um contrato, por isso se sentem o Maximo apenas em ter uma copia de um documento [que nem sabem bem o que está escrito] na gaveta. Até… que dá merda.
O Alarcão mesmo contou uma experiência particular na revista Ilustrar #22 em que um contrato fez toda a diferença em seu tempo de “novato”, quando ainda estudante o mercado se mostrou como um Rinoceronte para ele. Vale a leitura.
Eu mesmo, quando me julgava “macaco velho”, me estrepei com o design de uma caixa de bombom onde as “refações” foram maiores que o nº de bombons sortidos no job e o cliente só foi “demitido” quando ele me apareceu com uma proposta de um concorrente e queria apenas a arte final [acredito que sem a autorização de quem criou], o contrato não estava lá para me defender, sai sem nenhum no bolso, trabalhei muito e ainda testaram minha ética com essa proposta indecente. Ai eu te pergunto, o cliente tinha algum respeito por mim?
Vai ter freelace que depois de assistir ao vídeo vai pensar: “Cara, isso só funciona para quem tem uma empresa, não tenho que pagar funcionário, meus custos são baixos e resolvo tudo de forma direta com meu cliente!” na boa, esse cara está fudido. Não vai ser respeitado e na 1ª onda vai naufragar, afinal está navegando a deriva.
Nos cursos e faculdades para publicitários/designers/afins normalmente tem a cadeira de Direito/jurisdição/etc., mas como um grande amigo. Prof. Eitel sempre falava: A maioria dos alunos querem “pagar” e não “levar”. Então disciplinas ditas chatas, são apenas bons motivos para exercitar a malandragem de se passar na media, até porque o mercado ensina depois. Verdade, o mercado cruelmente ensina depois, só que as vitimas podem não ser apenas você, igual receber a carta de motorista para depois aprender no transito da cidade, muita gente corre o risco com alguém “dito” profissional no volante.
Já fiz piada com o lema “Consulte Sempre um Advogado”, mas agora falo serio, não quer ter ou não pode ter um Keith Levine o tempo todo em suas transações comerciais, então busque uma consultoria, existem formatos de atendimento cliente x advogado indicados a sua necessidade, tenha em mente seus direitos, aprenda a ler contratos e fuja de assinar modelos “pro forma”. Um BOM CONTRATO pode resolver vários problemas como: Prazos, orçamentos, Briefings furados, mudanças no mercado…
Chegamos em maio com uma nova edição da Revista Ilustrar, trazendo sempre novos convidados e tentando explorar novas áreas onde o desenho, a pintura, a ilustração e o design possam estar interligados.
Desta vez fomos atrás de algo que ainda não havíamos falado na revista, entrevistando um dos mais talentosos exemplos em street art na Inglaterra, a dupla de artistas Miss Bugs (autores da capa desta edição), onde conversamos um pouco sobre arte de rua e sobre o trabalho que eles vêm produzindo.
Temos também Lupe Vasconcelos na seção Portfolio, apresentando um trabalho delicado e cheio de graça, e Rogério Vilela no passo a passo, com uma ilustração para capa de livro utilizando o programa Painter. Na seção Sketchbook temos o artista de computação gráfica Alexandre Eschenbach, e na seção 15 perguntas entrevistamos Laurent Cardon, ilustrador e animador francês radicado no Brasil, com uma enorme experiência em diversos países, em especial na Ásia.
E como é de costume, temos a coluna de Renato Alarcão, contando a divertida história de como um rinoceronte o ensinou a cobrar. E este mês não vamos ter a coluna de Brad Holland, que está de férias.
Espero que gostem, e dia 1 de julho tem mais.
Relembrando que se gostarem da revista então divulguem, é a melhor maneira de mantê-la gratuita.
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