Adoramos bastidores, alias lá é o lugar mais divertido para se acompanhar qualquer produção artística, O Mundo Batavo é um conceito criado pela agencia NBS junto com a Brasil Foods e TetraPac. As peças tem a chancela da artista plástica Nani Brisque e a pós-produção de vídeo feita pela Tribbo Filme.
Saiba mais no fantástico site do AssuntosCriativos junto com o Programa Avesso.
Faz algum tempo que não posto sobre jogos. Quem acompanha a OBG sabe que curtimos muito os games da Amanita Design pelo design fascinante e atmosfera que prende. LIMBO não é diferente – aliás, é muito diferente. Sem recursos gráficos pesados ele consegue dar o toco em muito jogo que frita processador e placa gráfica, isso na minha humilde opinião, claro.
Arnt Jensen é o mentor do projeto que é independente e conta com apoio financeiro do governo dinamarquês.
Curtam um trailer rápido e depois uma versão maior e comentada UOL Jogos.
Bom, no nosso campo [arte, publicidade, desing, ilustração...] onde a profissão não te obriga ter um diploma para atuar no mercado, essa pergunta ganha um peso ainda maior. Imagine que você começa a trabalhar em um estudio como aprendiz e com o tempo vai se tornando um profissional, o risco de você ter vícios de mercado que sem querer fazem parte da cultura desse ambiente de trabalho é enorme.
Ou então você descobre que consegue se construir como profissional no melhor estilo “home made”, descobrindo instintivamente conceitos-chave para atuar no mercado e aperfeiçoando sua técnica utilizando apenas a sua observação. Ser autodidata pode ser algo interessante para se bater no peito e se auto definir, mas quem consegue realmente se tornar um profissional de destaque sabe o tempo enorme que levou para isso acontecer.
Aqui no blog já falamos algumas vezes sobre nossos mestres e a importância de termos um ou alguns como referência para nos apontar um norte em nossa carreira. Pensando nisso, então voltando a pergunta inicial, a sala de aula deve ser pensada como uma ferramenta eficiente e estratégica para quem está pensando em como se posicionar no mercado.
No ambiente acadêmico [quando bem escolhido] as vantagens são:
- o fato de você ter a oportunidade da comparação entre resultados, afinal sobre um mesmo tema outros alunos conseguem mostra ideias diferentes e que sempre podemos seguir outros caminhos.
- a velocidade para se chegar aos conceitos e técnicas são muitas vezes maiores e mais reveladoras, algumas vezes nos surpreendemos quando nos deparamos com algo que achávamos que tínhamos descoberto e na verdade era uma prática comum.
- conviver em bando em nosso mercado específico e a necessidade de se “fazer RP”, conhecer pessoas que compartilham oportunidades e informações, o famoso network.
- oportunidade de se inserir no mercado sempre foi uma caracteristica do meio acadêmico. Lembro de quando fazia Escola Panamericana de Arte (EPA) e o professor enxergou em mim as habilidades necessárias para uma vaga e isso foi um grande passo para a minha carreira.
A dica final é escolher bem a sua sala de aula. Quando fiz EPA, além das áreas de ilustração e publicidade (que cursei), fiz bons contatos com pessoas de outras disciplinas complementares ao mercado que trabalho, como fotografia e design e artes plásticas.
…e no embalo do saudosismo, segue uma seleção dos VTs mais maneiros que já divulgaram minha escolha.
Para conhecer os cursos da EPA – Design de Interiores, Design Grafico e Motion Graphics, Fotografia e Design de Publicidade – entre em sua página oficial.
Mais uma vez a França produz um longa metragem de animação que mostra algo mais que perseguição insana ao hiper realismo feita pelo cinema de animação americano. A animação Une vie de Chat (Um gato em Paris) foi apresentada ao público brasileiro no Festival Varilux de cinema francês pelo próprio realizador – Alain Gagnol, que também fez um estudo de caso do próprio filme para o programa de animação Cuba-Brasil e tive a honra de participar. Alain Gagnol é animador do estúdio Folimage, onde se formou desde aprendiz. Ele já fez 16 curtas metragem em 10 anos no estúdio e estréia seu primeiro longa metragem.
Ao longo de 3 anos Alain Gagnol desenvolveu um roteiro em parceria com seu colega diretor de arte Jean Loup que desenvolveu a direção artística dos personagens e cenários. Nestes 3 anos o roteiro sofreu alterações para conseguir financiamento (cerca de 4 milhões de euros), o roteiro inicial mais adulto ganhou uma roupagem mais lúdica sem subestimar o público infantil. A direção de arte buscou referências em nas histórias no quadrinho francês, na pintura (Matisse, Picasso, entre outros), no cinema o expressionismo alemão (Fritz Lang) e os filmes noir americanos.
A animação foi feita pelo processo tradicional com desenho no papel, mesa de luz e muita paciência ao longo de 3 anos de produção. Mesmo assim esse tempo é considerado relativamente curto considerando uma equipe de 12 animadores e 12 intervalistas. O fluxo de trabalho se deu da seguinte forma: 1. O storyboard foi produzido por Jean Loup e praticamente todos os desenhos foram aproveitados na animação, pode-se imaginar a qualidade desse storyboard;
2. Os cenários eram idealizados por Jean Loup e coloridos por computador para aprovação, assim que aprovados eram então pintados em pastel;
3. O line test era feito todo em papel e digitalizado para se definir a fluidez da animação;
4. O desenho então era pintado com guache eletrônica, cores chapadas com simples preenchimento de áreas em um software de pintura;
5. Um artista fazia a luz em pastel, quadro a quadro;
6. A composição fazia a interação do contorno, da guache eletrônica e da luz pastel e eram fotografados cada quadro 3 vezes para produzir o tremido característico do filme.
A sinopse do filme segue abaixo e é uma dica para quem aprecia animação e arte. “Dino é um gato que divide sua vida entre duas casas. Durante o dia, ele vive com Zoé, a única filha de Jeanne, um capitão da polícia. Durante a noite, ele perambula sobre os telhados de Paris, na companhia de Nico, um ladrão muito habilidoso. Jeanne está no limite. Não só ela deve prender o ladrão responsável por roubos de diversas jóias, mas ela também tem que supervisionar a vigilância do Colosso de Nairobi, uma estátua gigante cobiçado pelo inimigo público número um, Victor Costa. O gangster também é responsável pela morte de um policial, o marido de Jeanne e pai de Zoé. Quando isso aconteceu, a menina se retirou em silêncio e não disse uma palavra. Eventos levam Zoé a encontrar com Victor Costa e sua gangue de surpresa. Uma perseguição acontece até o amanhecer e leva os personagens a cruzar caminhos, ajudar ou lutar entre si, por todo o caminho pelos telhados de Notre-Dame.”
As ferramentas e formatos da web estão cada vez mais populares, se você pensar, há 10 anos poucas pessoas dominavam ou entendiam a diferença entre .Gif e .Jpeg, hoje o usuário comum já posta, edita e salva suas imagens do cotidiano em sites, blogs e microblogs, mas ainda falta criatividade, existe muito espaço para se trabalhar com extensões que já não são novidades tecnológicas.
Um bom exemplo está nesse apanhado de Gifs criativos e muito bem elaborados do blog “From Me To You“. Vale a visita e a reflexão: Estou aproveitando as possibilidades da ferramenta.
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