Quer ajudar alguém iniciar a sua carreira; Seja publicitário, ilustrador, designer, artista gráfico, enfim em qualquer área escolhida? Um concurso pode ser uma grande ferramenta, mas funciona apenas se os concorrentes conseguirem um feedback apos o termino da ação, sei que o prêmio é a grande isca e provavelmente muitos não entrariam se ele não valesse a pena, o que infelizmente demonstra a falta de experiência e imaturidade dos novos [futuros] profissionais.
Isso também pode ser o reflexo de concursos mal elaborados e alguns até criados com finalidades obscuras, afinal apenas um vai se beneficiar de verdade. Os demais apenas perderam tempo.
Não precisa ser assim. Uma banca julgadora só pode ser chamada de “julgadora” se tiver credibilidade e critérios plausíveis e claros sobre a forma como foi feita a seleção, então se o intuito é alavancar talentos e ajudar o mercado, “aprender” é o grande troféu que todos os participantes podem levar para casa ao final.
O grande problema é que na organização de ações como essa, na reta final toda energia fica focada em promover o vencedor e as entidades envolvidas perdendo o foco inicial.
O Montalvo fez mais um grande serviço em prol da comunidade “ilustrativa”, ao legendar o vídeo “Fuck yuo, pay me!” que trás a tona a velha discussão: Você se diz profissional, mas está agindo como um?
No mercado canso de ver a falta de ferramentas eficientes de negociação como: orçamentos bem redigidos; projetos bem elaborados; briefings completos e contratos específicos. Geralmente com 50% de culpa para cada lado da moeda. O cliente faz errado por desconhecimento ou comodismo, afinal se não é cobrado, como vai mudar algo “culturalmente” aplicado e os ilustradores/designers muitas vezes se “cansam” ao tentar entender cada linha de um contrato, por isso se sentem o Maximo apenas em ter uma copia de um documento [que nem sabem bem o que está escrito] na gaveta. Até… que dá merda.
O Alarcão mesmo contou uma experiência particular na revista Ilustrar #22 em que um contrato fez toda a diferença em seu tempo de “novato”, quando ainda estudante o mercado se mostrou como um Rinoceronte para ele. Vale a leitura.
Eu mesmo, quando me julgava “macaco velho”, me estrepei com o design de uma caixa de bombom onde as “refações” foram maiores que o nº de bombons sortidos no job e o cliente só foi “demitido” quando ele me apareceu com uma proposta de um concorrente e queria apenas a arte final [acredito que sem a autorização de quem criou], o contrato não estava lá para me defender, sai sem nenhum no bolso, trabalhei muito e ainda testaram minha ética com essa proposta indecente. Ai eu te pergunto, o cliente tinha algum respeito por mim?
Vai ter freelace que depois de assistir ao vídeo vai pensar: “Cara, isso só funciona para quem tem uma empresa, não tenho que pagar funcionário, meus custos são baixos e resolvo tudo de forma direta com meu cliente!” na boa, esse cara está fudido. Não vai ser respeitado e na 1ª onda vai naufragar, afinal está navegando a deriva.
Nos cursos e faculdades para publicitários/designers/afins normalmente tem a cadeira de Direito/jurisdição/etc., mas como um grande amigo. Prof. Eitel sempre falava: A maioria dos alunos querem “pagar” e não “levar”. Então disciplinas ditas chatas, são apenas bons motivos para exercitar a malandragem de se passar na media, até porque o mercado ensina depois. Verdade, o mercado cruelmente ensina depois, só que as vitimas podem não ser apenas você, igual receber a carta de motorista para depois aprender no transito da cidade, muita gente corre o risco com alguém “dito” profissional no volante.
Já fiz piada com o lema “Consulte Sempre um Advogado”, mas agora falo serio, não quer ter ou não pode ter um Keith Levine o tempo todo em suas transações comerciais, então busque uma consultoria, existem formatos de atendimento cliente x advogado indicados a sua necessidade, tenha em mente seus direitos, aprenda a ler contratos e fuja de assinar modelos “pro forma”. Um BOM CONTRATO pode resolver vários problemas como: Prazos, orçamentos, Briefings furados, mudanças no mercado…
Faz um tempão que não falamos sobre musica por aqui, sempre relacionamos ela como a trilha que inspira o universo das demais artes, mas agora vamos deixar uma abordagem bastante diferente dos demais temas da OBG.
Assista esse documentário sobre os direitos e formatos da produção artística e comente seu ponto de vista. O que você acha sobre ECAD, Pirataria, Gravadoras e Formatos Digitais?
Gilberto “Gilbert” Camargo, nosso correspondente texano louco suficiente para nos chamar de “queridos mestres”, mandou uma dica presente: Exit through the giftshop.
Na sinopse gilbertiana - “É o filme do Banksy. Ele passeia pelo boom da street art ocorrido no século passado. Se não assistiram, eu recomendo.” Pode ter certeza que iremos!
O pacote DVD/Blu-ray parece ser um tesão
Na Página oficial Banksyfilm você encontra mais uma tonelada de coisas sobre o filme.
Fala aê, Mosquito, que presentão, hein?
…And the Oscar goes to …
Vale lembrar que esse documentário está concorrendo ao Oscar (não sei se alguém ainda leva a sério esse prêmio, me parece a mesma coisa que se importar com o casamento real inglês) Bom, mas acho que os envolvidos no filme também pensam assim e não perderam tempo em se divertir com o Circo no entorno da festa.
É aqui que falam sobre arte? Pois tá aí mais um curta de Renato “O Ruminante” Cabral. Totalmente registrado pelo celular “Nokia Fuleragem 5230″ do artista usurpador do status quo. Luis Felipe e Juninho da Imaginare Filmes também participaram dessa viagem.
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