Eu sou Ilustrador

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Podem perguntar, todo ilustrador profissional tem, no mínimo, meia dúzia de histórias cabeludas sobre desrespeito e desvalorização de sua profissão. Talvez por isso exista sempre uma atmosfera de irmandade quando estão reunidos e uma reação imediata quando alguém expõe alguma afronta que recebeu de um cliente ou viu no mercado. Uma pergunta que sempre aparece nessas horas é “o que fazer?”. Bom, não temos receita. Na verdade não existe receita, só um apelo à ponderação e ao bom senso. Mas se você é colega de profissão a contra-indicação é ficar calado, quieto, como se não fosse com você.

Por a boca no mundo, mobilizar e exigir respeito é um dever, principalmente quando vemos tantos profissionais ralando a exaustão para profissionalizar ainda mais o mercado, tanto para novatos quanto para veteranos. Explanações sobre direitos autorais, referências contratuais, tabelas de preço, códigos de ética, cuidados nas relações com os clientes, grupos de discussão e até consultoria personalizada. Tudo para que a qualidade do trabalho e das relações profissionais cresça sempre. Os mestres dividem prontamente suas experiências pois sabem que isso é cuidar do ambiente onde trabalham. Agora imaginem a indignação quando uma empresa, por falta de informação ou por safadeza mesmo, resolve “cagar” pra tudo isso e, por exemplo, querer que você trabalhe de graça por uma fictícia exposição. Quando a reação dá certo essas empresas voltam atrás, aprendem a valorizar e tornam-se aliadas na valorização. Mas quando o resultado da indignação é pífio a luta pela valorização deve continuar.

Para contribuir com a busca pelo respeito e valorização da profissão de ilustrador a Old Black criou um selo, disponibilizado com licença Creative Commons, para que você use quando quiser e como quiser. Sem a pretensão de resolver, quer apenas dar mais unidade às reações. Você pode colocar em seu blog, assinar seu e-mail, fazer uma camiseta, uma caneca, usar como avatar, mandar como resposta pra um cliente petulante, boicotar um concurso safado ou o qualquer coisa que venha à sua mente. Não precisa expor os créditos ou dar um trackback. Apenas pegue e use como quiser e em benefício da profissão. Só não pode comercializar pois faria a iniciativa perder o sentido.

Seguem os links para os arquivos do selo em vários formatos. Estão hospedados no servidor OBG só por conveniência, mas você pode hospedá-los e disponibilizá-los como preferir.

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A Old Black Gallery não recebeu em espécie para fazer isso, mas certamente se sentirá enriquecida se um a mais que seja levantar também essa bandeira. Aqui já somos dois malucos  com ela hasteada.

Em tempo, a ilustração do selo é do Fernando Mosca. Paguei pau e já mandei fazer uma camiseta :)

Creative Commons License
Sou Ilustrador. by Old Black Gallery is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial 2.5 Brasil License.

Sad Art Gallery

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“Todo mundo fica triste.” Assim começa o artigo de Brad Mahaffey, muito bem escrito e que fala sobre a relação do artista com suas emoções mais tristes, relacionadas com perda e desesperança. O papel primeiro da arte é servir como forma de expressão de quem a criou, uma fresta na janela que abre para as coisas invisíveis e indizíveis que moram dentro da alma. E essa expressão não se resume apenas ao júbilo, a alegria. A tristeza também se manifesta na arte, e, nas palavras do próprio autor “a tristeza nos ajuda a valorizar a nossa própria felicidade”.

Brad selecionou, pessoalmente, alguns trabalhos que considera representantes autênticos da Arte da Tristeza. Separou em duas galerias: Fotografia e Arte Digital e Tradicional. As imagens a seguir são uma amostra, as galerias completas você confere nos links anteriores.

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INTERLUDE, um tributo a Isaac Asimov

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Essa saiu enquanto terminava a trilogia FUNDAÇÃO, de Isaac Asimov. Apesar de não tratar de robôs, como outros clássicos desse mestre da ficção científica, o clima futurista inspirou.

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Subsketch “Cubo”

cuboSketch a lápis, colagem no Photoshop. Sim, Clive Barker serviu de inspiração.

2NDSKIN, eu também quero!

Eu já briquei disso e o projeto do Lost Art só fez aumentar a vontade de brincar de novo. Logo, logo sai mais.

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